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Nas zonas urbanas ou no chamado Musseque, que reúne as zonas periféricas, todos os pais e mães de família têm um único objectivo: Garantir o pão para os filhos e o dinheiro para cobrir outras despesas. Um grande exemplo é a cidadã que escolheu exercer a actividade de “kupapata”, numa moto de três rodas. Uma jovem que se deparou com o cenário decidiu partilhar nas redes sociais algumas fotografias e um resumo daquilo que foi o seu encontro com a distinta mulher.
“Ontem deparei-me com essa senhora, a fazer serviço de moto táxi, logo que ela encheu a mota ao sair da paragem, surgiu essa patrulha da polícia, interpelaram-na, achando que fosse um homem, quando viram que era uma mulher, eles ficaram surpresos apenas lhe pediram para não carregar os passageiros aí, e seguir viagem, as pessoas que estavam em volta, surpreenderam-se e aplaudiram a atitude dos polícias”, contou.
Por não ser um cenário comum, ver mulheres em Angola a realizar actividades do gênero, a jovem Márcia Trindade destacou que se sente orgulhosa em ver mulheres que saem das suas zonas de confortos.
“Senti-me orgulhosa demais, por ver uma senhora destemida e sem complexos, mostrando que somos capazes de quebrar muitas barreiras, é só crermos que somos capazes. Feliz Março mulher a todas vocês”, ressaltou.










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